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Olhe bem para o espelho, respire fundo e repita para si mesmo em voz alta: o 1º passo para o sucesso é… esquecer a autoajuda. O 2º passo é demitir o seu coach. Pelo menos se você for convencido pelas ideias de Svend Brinkmann, professor da Universidade de Aalborg, na Dinamarca.

Autor do livro “Stand Firm: Resisting the Self-Improvement Craze” (em tradução livre, “Fique firme: Resistindo à mania do autodesenvolvimento”), ele é crítico ferrenho da psicologia positiva e da crença de que a felicidade é uma escolha.

Em entrevista por telefone a EXAME.com, o filósofo dinamarquês afirma que parte da indústria da autoajuda só contribui para reforçar o problema que ela própria diz combater: a infelicidade causada pelo individualismo e pelo desinteresse em soluções coletivas.

Brinkmann faz um diagnóstico parecido sobre o efeito do coaching para o mundo do trabalho. “O próprio conceito de coach [“treinador”, em inglês], que vem do mundo dos esportes, pressupõe que você está competindo com os demais para vencer o jogo. Há um perigo em enxergar a vida como uma partida em que há vencedores e perdedores”, explica.

A seguir, confira os principais trechos da conversa com o professor, em que ele fala sobre as relações entre produtividade, sucesso e ética — e dá um conselho para os brasileiros enfrentarem a situação amarga do mercado de trabalho sem cair em “discursos motivacionais baratos”:

EXAME.com – O que há de errado com a autoajuda?

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A modernidade nos acostumou à ideia de liberdade como expressão da autonomia individual. Hoje, ela nos é uma ideia tão natural que parece simplesmente impossível pensar de outra forma.

Nossos professores procuram criar alunos autônomos, os pais lutam por terem filhos autônomos, os psicólogos agem para reconduzir seus pacientes à condição de sujeitos autônomos, a democracia pede por cidadãos autônomos.

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Goma (nascido João Marcelo Capelão) é o mais notório e prolífico pixador de Belo Horizonte (optamos pela grafia de rua pixação à pichação, e de pixo à picho). Já foi preso duas vezes. Na primeira, em 2010, ficou quatro meses em cana. Na segunda, no ano passado, oito meses. Mas ainda pode voltar. Está respondendo a processo não apenas por pixação (que poderia levar a pena de seis meses a um ano de prisão, o que significa que o encarceramento deveria ser substituído por trabalho comunitário), mas também por formação de quadrilha (o que aumenta a possibilidade de condenação para até oito anos, obrigando ao cumprimento inicial da pena em regime fechado). Desde a onda repressiva que se seguiu a pixação da Igrejinha da Pampulha, na qual foi injustamente envolvido, Goma virou o alvo principal da perseguição policial aos pixadores em Belo Horizonte. Para a entrevista que se segue, Goma recebeu O Beltrano em sua casa poucos dias depois de ter progredido da prisão preventiva para a domiciliar (está usando tornozeleira eletrônica). Abaixo, a transcrição da nossa conversa sem nenhuma censura.

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David Edmonds: Doreen Massey has made her reputation by studying space, not outer space, space here on planet Earth. Professor Massey is a geographer who wants us to rethink many of our assumptions about space, including the assumption that it is simply something we pass through. She believes that an analysis of spatial relations between, for example, people, cities, jobs, is key to an understanding of politics and power.

Nigel Warburton: Doreen Massey welcome to Social Science Bites.

Doreen Massey: Hello. Thank you.

Nigel Warburton: The topic we are going to focus on is space. Now, some people might think that that’s a topic for physicists or architects, why is it a topic for geographers?

Doreen Massey: I think the immediate way to respond is that if history is about time, geography is about space. What I do in geography is not space meaning ‘outer space’, or space meaning ‘atomic space’, or any of that; it is space as that dimension of the world in which we live. Whereas historians concentrate on the temporal dimension, how things change over time; what geographers concentrate on is the way in which things are arranged- we would often say ‘geographically’, – I’m here saying ‘over space.’
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“A arte não leva à conclusão de coisa nenhuma. Ainda bem, ela é só questionamento; eu acho. Para mim mesmo, ela funciona um pouco assim, embora eu acredite que a arte seja também a construção de quem faz. Quer dizer, eu me construo através do meu trabalho. Eu penso em mim pensando nele.”

Antonio Dias

A obra Faça você mesmo: território liberdade, de 1968, é um mapa que cada um pode construir no chão com fita adesiva,  sugerindo a existência de um espaço simbólico para a experimentação e a invenção. Na posição de um emblema para falar de Antonio Dias, a obra traduz o modo como esse artista se move no espaço do território da arte. No território da arte, lugar de  possibilidades diversas para Antonio Dias, o artista se questiona, problematizando a linguagem da arte, numa produção de  mutação constante, ancorada numa poética que se alimenta de “várias modalidades de expressão, criticando-as, apontando seus dilemas, suas promessas, sua subserviência”.