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Monthly Archives: September 2016

Peter Pál Pelbart nasceu em Budapeste, capital da Hungria, em 1956. Ao Brasil, chegou ainda rapaz; foi a Paris para estudar na Sorbonne e retornou na década de 1980, quando fez mestrado e doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Filósofo, tradutor, referência nos estudos e nas reflexões sobre a obra de Gilles Deleuze e professor do Departamento de Filosofia e do Núcleo de Estudos da Subjetividade da pós-graduação em Psicologia Clínica da PUC-SP, ele transcende as fronteiras acadêmicas em seus campos de atuação – é fundador e coordenador do grupo Companhia Teatral Ueinzz, no qual trabalha com pacientes e ex-usuários de um hospital psiquiátrico paulistano, e um dos criadores da n-1 edições, voltada para a publicação de “livros-objeto” que abordem e reelaborem questões cruciais da contemporaneidade. E foi sobre a impossibilidade do silêncio, um dos mais agudos temas da atualidade, que ele falou à Continente.

CONTINENTE: O que não conseguimos ouvir por conta do ruído de tanta modernidade?

PETER PÁL PELBART: Diria assim, para começar, que se vive hoje uma espécie de saturação em todos os sentidos: de imagens, palavras, sons, estímulos e excitação. Há uma espécie de mobilização total de todos os sentidos o tempo inteiro. Esse “turbocapitalismo” precisa disso: mobilizar o corpo, os sentidos, capturar a atenção, preencher ao máximo os espaços mentais – e isso, de algum modo, comanda. Quer dizer, não é gratuito, é um certo modo de controle, de plugagem, de monitoramento, de direcionamento. Talvez o mais difícil, praticamente impossível, seja se desplugar, desconectar-se. Hoje, tudo é feito para conexão absoluta, a mais saturada possível.

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David Edmonds: Doreen Massey has made her reputation by studying space, not outer space, space here on planet Earth. Professor Massey is a geographer who wants us to rethink many of our assumptions about space, including the assumption that it is simply something we pass through. She believes that an analysis of spatial relations between, for example, people, cities, jobs, is key to an understanding of politics and power.

Nigel Warburton: Doreen Massey welcome to Social Science Bites.

Doreen Massey: Hello. Thank you.

Nigel Warburton: The topic we are going to focus on is space. Now, some people might think that that’s a topic for physicists or architects, why is it a topic for geographers?

Doreen Massey: I think the immediate way to respond is that if history is about time, geography is about space. What I do in geography is not space meaning ‘outer space’, or space meaning ‘atomic space’, or any of that; it is space as that dimension of the world in which we live. Whereas historians concentrate on the temporal dimension, how things change over time; what geographers concentrate on is the way in which things are arranged- we would often say ‘geographically’, – I’m here saying ‘over space.’
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